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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Coisas da vida - Falando de corno ! (parte II)

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Quando abri o guarda-roupa para escolher uma camiseta para sair, sem querer ouvi uma conversa entre uma camiseta e uma camisa, elas diziam como era lindo um blazer que estava ali do lado, falavam da elegância de um colete e falavam também de seus romances.
Eu continue ali fingindo não ouvir nada e escolhendo a camiseta, mas, só de "antena" na conversa das duas.
Ouvi a camiseta dizer que era casada com o paletó, e papo vai e papo vem, a camiseta deixou escapar que já traiu seu marido o paletó e que ela já teve um caso com um roupão de banho, quem diria a camiseta tendo um caso com o roupão de banho, e ele todo conservador, sempre na dele, esse sim é um verdadeiro "come quieto".
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Fechei bem devagar a porta do guarda-roupa para que elas não percebessem que eu estava ouvindo a conversa e sai dali.
Horas depois fui escrever um pouco e me lembrei daquele assunto das duas, justamente quando estava vendo uma matéria na net, a respeito de apedrejamentos e chicoteamento de mulheres adulteras no Irã e também em outros países com Paquistão etc.
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De acordo com o código penal iraniano, o adultério por parte das mulheres deve ser punido com pena de morte, o método não podia ser mais selvagem, a mulher é apedrejada e a morte ocorre pouco a pouco, acompanhada de muito sofrimento. a adultera é  enterrada até ao pescoço e depois apedrejada, isto, depois de já ter sido castigada com chibatadas para confessar o crime de adultério.
Imagine vocês se adultério por aqui também fosse um crime punido com apedrejamento, hajam pedras, era um apedrejamento atrás do outro, dias e noites e não dariam conta de tantos apedrejamentos, não haveria lugar em cemitérios para enterrar tanta gente.

E que dizer de braços para atirar essas pedras, inventariam algum instrumento para esse serviço, ser humano nenhum teria braços suficientes.
Teríamos uma nova profissão e com o maior salário do Brasil o Atirador de Pedras, ótimos salários, convênio médico, convênio dentário, 13 e 14 salários, vale refeição, teríamos o adicional de periculosidade, afinal, o profissional chegaria em uma idade aonde esses movimentos de repetição, atira, atira, atira, iria causar danos graves na musculatura dos braços.
E se esse tipo de punição também fosse aplicada aqui em homens?
Mas prá macho a coisa seria diferente, a punição seria cortar o pinto do cara, ia ser uma multidão de "despintados" ou "os sem pinto".
Imagine colocar o pinto do cara em cima de uma tábua de bater carne, vem o carrasco com um facão e shappppptttt...corta o pinto dele fora. Pensando nisso, eu precisava de uma segunda opinião e decidi consultar meu guru em assuntos inúteis, o meu camarada João, liguei prá ele e o papo que rolou foi esse:


- Alô...e ai, tudo "belele" João?

 Pô cara, tô acordando ainda!!!

- Porra João, é 11:00 da manhã e você ainda nem levantou?

 É que fiquei a noite inteira na net, nem dormi direito, mas diz ai, que se quer?

- Sei que você é um cara antenado, me diz o que acha desses casos de mulheres iranianas que são apedrejada quando condenadas por adultério?

 Acho a maior doideira, isso é coisa de maluco, apedrejar a mulher por que ela traiu?
 Voltando a minha pergunta, e se essa lei fosse aplicada aqui no Brasil João?

- Se fosse aqui, era um apedrejamento a cada segundo, em cada esquina da cidade e não iriam dar conta, e teriam que fazer reciclagem de pedras, iria faltar material de "trabalho", é traição e sacanagens que não acabam mais.

 E se fosse com homens e que tivesse como punição cortar o pinto?
- Se fosse homem, cara, era pinto espalhado por toda a cidade, pinto caído nas esquinas, cachorro com pinto na boca, os gatos iriam morre de congestão de tanto comer pintos, era crianças jogando amarelinha com pintos, era adubo feito de pintos, os garis com os carrinhos cheios de pintos até a boca, era pinto prá ninguém botar defeito, de tudo quanto é cor e tamanho e jeito, e viva a "pintaida"!
- João esse negócio de pinto prá lá e prá cá,  me deixou enjoado, vou tomar umas para rebater, depois a gente se fala.

  

Antes de ir quero deixar essa prá você pensar :





segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Coisas da Vida - Um amor de verão !


Eu estava bem a vontade no quintal, deitado na rede relaxando um pouco, com esse calor que anda fazendo, e nesse calor nada como uma uma bela rede na sombra, eu estava ali cochilando quando a rede balançou e me acordou :

- Ei Dió, acorda, olha essa imagem do sol de fim de tarde, você não pode perder esta visão, você já notou que cada ano que passa esse período do verão é mais quente?
                                                               
É...notei, mas você não precisava me acordar para perguntar isso, agora você me tirou o sono, sacanagem sua!
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- Tá bom, foi sem querer, não foi essa a minha intenção!

Deixa prá lá, já que me tirou o sono, vou aproveitar e  tomar uma água de coco geladinha e vou lá escrever um pouco.
Eu sai dali e resolvi escrever e seria sobre o verão,  fiquei ali pensando e me lembrei de um passeio que fiz ao litoral em um desses verões a alguns anos atras.
 .

Eu não sou muito chegado a praia, sou um cara urbano, gosto de ouvir gente falando, risos,carros 
passando, cachorro latindo, crianças brincando, buzinas, típicos de uma grande cidade.


Também não sou chegado em mato, essa coisa de pernilongo picando, formigas e insetos, não é comigo não, nascido aqui na capital, São Paulo, convivendo no meio de prédios, trânsito, muita gente para lá e para cá, tudo isso passou a ser normal e fazer parte de meu dia a dias e acabei me acostumando com essa zona toda, e gosto do "conforto" da cidade grande, se assim posso dizer.
Voltando ao assunto da praia, da última vez que fui a praia, e já faz muito tempo, e desse passeio me veio a lembrança de um casal engraçados.
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Eu estava ali na praia, protegido por guarda sol, protetor solar numero 1000, camiseta, eu preciso me cuidar, sou muito branco, para você ter uma idéia, quando eu uso meias brancas, você não consegue diferenciar aonde termina a meia de onde começa a minha canela.
Nesse dia, perto de mim, havia um casal, daqueles do tipo, estar vendo a praia pela primeira vez manja, só podia, eles eram brancos, de tão brancos chegavam a ser transparentes feito parafina e isso chamavam atenção de todos por ali.
Eles estavam no sol há horas sem proteção alguma, era carne fritando naquele sol ardente, o homem era baixo de meia idade, meio forte, eu não sei se ele era forte ou estava inchaço, tinha um puta barrigão saliente, parecia um sapo.
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Ele usava um calção largo, vermelho fosforescente, esses de time de futebol, o calção era tão largo que deixava ele com o rego exposto, e as bolas as vezes saia prá fora, e naquela altura do campeonato, já estava com o rego todo vermelho, queimado do sol, parecia um camarão.



A coisa já estava virando queimadura de terceiro grau, e a cena de amor então, ele corria pra “beirinha” do mar e se jogava na água, levantava o calção que caia mostrando parte da bunda, procurava a amada na areia e mandava beijinhos.
Ela era baixa, um pouco mais nova que ele, ela estava com um biquíni azul celeste,deitada na esteira, toda melada de areia mais parecia um croquete.
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O que mais chamava a minha atenção era seu óculos espelhado parecia essas moscas varejeiras, "cromada" e brilhante, essas do tipo que fica revirando merda.
Na hora de comer é que o bicho pegou, eles haviam levado uma cestinha de guloseimas pra praia, esta cestinha estava no porta malas de seu Chevette marrom claro, o "veiculo" ficava estacionado perto da areia, e ali mesmo eles faziam a bóia.
O duro era aguentar  o "som" que eles ouviam, o carro de porta malas aberto com o som no ultimo volume tocando hits de verão "brega",  tocava uma merda atrás da outra, e os dois cantavam e dançavam sem constrangimento algum.
Cara, aquilo tocava tanto que até os alto falantes estavam ficando roucos, Deus acuda a musica popular brasileira.

Voltando a cestinha, ele foi até o “veiculo”, pegou uma cestinha daquelas do tipo da “chapéuzinho vermelho”, abriu e saiu dali um suculento pão com maionese, depois coxinhas de frango, arroz a grega,  ”refri” em garrafa pet aquelas de 2,5 litros, de marca desconhecida.
E  bebida alcoólicas, prá inicio de aquecimento, surgiu um garrafão de vinho daqueles de 5 litros, marca popular, desses pra vomitar e dar dor de cabeça, e tinha também "batidinhas" de amendoim e maracujá (urgh) e por ai vai...
Não poderia faltar a farofa, o churrasquinho era ao vivo, era fumaça prá tudo quanto é lado, depois de tudo preparado a carnificina começou, era coxinha com areia, espetinho, mais areia, e tudo temperado com areia, quando algum "teco" caia na areia, era só soprar e mandar prá dentro.

Na hora de beber, eles havia esquecido os copos e ai bebiam no “bico” das garrafas e também do garrafão de vinho, coisa que dava nojo, era a gordura e sobras de comida grudadas no gargalo, arroz que ficava na boca das garrafas depois de cada golada. (huurrrppp).
Eu queria ler meu livro mas não conseguia me concentrar, o barulho daquela musica infernal e também da boca deles mastigando, aquilo tudo me tirava a atenção.

O final da tarde foi chegando e eles começaram a recolher as tralhas, depois de tudo no carro, os dois estavam queimados como se tivessem saído de um incêndio.
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Mas a cena final me comoveu muito, quase chorei de emoção, como o amor é lindo, ele com uma bisnaga dessas pomadas prá queimaduras, essas brancas que quando secam, grudam e só podem ser tiradas com colher, com as mãos lambuzando ela passa nele, ele lambuza ela, um passando no outro, os dois lambuzados, estavam tão brancos quanto o Gasparzinho.


Ele cada vez que se sentava no banco do carro grudava, ela estava com o rosto, o rego do peito, a polpa da bunda, tudo branco, eles pareciam dois ursos polares saindo do mar, ele gentilmente colocou algumas sacolinhas de mercado nos bancos do carro, isso para não sujar tudo, os dois entraram no Chevette e partirame eu ainda conseguia ouvir aquelas musicas corroendo meu cérebro, será que existe alguma explicação do porque musica ruim faz sucesso rápido no Brasil?




Antes de ir quero deixar esta prá você pensar :

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sábado, 2 de dezembro de 2023

Coisas da Vida - Memórias do Natal

Quanto decidi fazer meu blog de humor ,pensei em não colocar nada triste ,minha intenção era só colocar assuntos do dia a dia com humor e descontração ,mas se decidi falar de coisas da vida momentos tristes e difíceis é porque eles fazem parte da vida das pessoas,então decidi escrever sobre o natal ,que para muitos é um momento de alegria e para outros momentos de saudades e tristezas. Se você perguntar as pessoas em relação ao que vem a mente quando se ouve a palavra natal, as pessoas terão opiniões diferentes umas das outras ,umas alegres ,outras tristes ,a minha definição de natal também é um tanto conflitantes, tive alguns natais em minha vida que foram bons e outros ruins.
 Quando viajo no tempo e volto a minha infância ,algumas das boas lembranças que tenho é de ver a minha mãe montando a arvore de natal ,mulher lutadora que com sacrifício criou eu e minha irmã após a separação dela de meu pai, um cara que foi sempre ausente em nossas vidas. Eu era muito pobre ,morava em uma casa muito pequena e humilde, no canto da cozinha, uma lata quadrada dessas de tinta ,minha mãe encapava a lata com papel que tinha motivos natalinos, em cima colocava pesos sobre o pé da arvore para que ela não caísse,era uma grande arvore de natal verde ,hoje pensando bem,não sei se a arvore era grande ou nós que éramos pequenos.
Minha mãe pegava uma caixa de papelão que pelo ano todo ficava em cima do guarda-roupa ,dela ela tirava as bolas e enfeites ,desembrulhando um a um para não quebrar ,nessa época as bolas e enfeites eram de vidro ,e íamos pendurando um a um na arvore. A lembrança do gesto de pendurar bola a bola ,enfeite a enfeite me trás um alegre e ao mesmo tempo uma melancólica lembrança, que dá vontade de chorar e de voltar ao tempo só para poder ver aquilo acontecer, essas são as pequenas coisas que guardamos e esses gestos é que fazem a vida valer a pena, o resto tudo passa. Pouco a pouco ,naquela humilde casa íamos vendo a árvore se colorindo de esperanças, árvore que para alguns poderia não representar nada, ou algo de mal gosto, mas para nós representava um momento no tempo aonde por mais dificuldades que estivéssemos passando, aquele era um gesto de amor que tudo supera e tudo transforma. 
Me vêm claro como o acender de luz ,os nossos risos por ver a arvore montada ,a correria pela casa ,a espectativa de ganhar presentes ,uma bola que caía e se quebrava ao tocar o chão ,a voz da mãe dizendo para parar com aquilo. A vontade de ajudar a montar a arvore, era como que com aquele gesto de enfeitar a arvore, também estivéssemos enfeitando um pouco as nossas vidas que eram tão difíceis,e a palavra natal trazia ao meu entendimento de crianças a oportunidade de ganhar presentes, de festas de alegria. Nas festas tínhamos pouca coisa a comemorar ,mas a arvore estava lá imponente ,altiva ,a olhar pra gente como dizendo, amanhã será melhor...amanhã será melhor. 
Nas noites de natal em casa tinha uma mesa, poderia ter pouca coisa, mas a mesa estava montada com o básico, nunca passava em branco e como a festa em casa era só para nós e eu não achava muita graça, eu ia passar a noite de natal na casa do meu melhor amigo que era também meu vizinho. A casa dele no natal estava sempre cheia de gente, casa grande, ele ganhava muitos presentes dos tios e avós e eu aproveitava para ver e brincar com presentes que sabia que nunca iria ganhar.

Mesa farta, tinha de tudo que uma criança poderia querer comer em noite de natal ,mas mesmo ali com pouco idade na hora do abraço da turma ,aquele que é dado a meia noite na hora da grande comemoração, e vendo tudo mundo sorrir e festejar eu me sentia um estranho no ninho,naquele segundo mesmo sendo criança ,pensava em minha mãe e minha irmã que estavam em casa e não tinham muito ao que comemorar e ficava por um tempo triste por querer compartilhar toda aquela alegria com elas e não podendo , como naquele instante eu queria ter o poder de pegar um pouco daquela alegria e levar para casa e dizer ,toma vocês merecem também, mas, no fundo sabia que não era assim.
O tempo passou, muitos natais vieram,mas nunca me esqueci desse natal, lembranças gestos ,olhares,cheiros, crescemos e continuamos tendo natais alegres e tristes. 
Pensando na noite de natal ,quantos nessa noite sorriem e quantos outros choram com saudades de seus entes queridos que partiram sem ao menos terem tempo de dizer adeus ou te amo, quantas lagrimas silenciosas correm ,quantas cicatrizes se abrem, mas a vida tem que seguir seu rumo, segue seu destino e nos leva em seu voou incessante pelo tempo. Que nessa noite você faça uma reflexão ,repense sua vida ,ainda é tempo ,faça do mundo um lugar melhor,você pode e como dizem que tudo passa...então...tudo passa.
Feliz Natal...







terça-feira, 14 de novembro de 2023

Coisas da vida - O que o fã não faz!

Eu estava lendo um folder, destes que anunciam estreias de filmes em shopping, estava ali concentrado lendo o roteiros dos filmes que iam ser exibidos, quando o folder olhou prá mim e disse :

- Dió, você já reparou que com o passar dos tempos, as áreas de diversões que tinham certas "utilidades", hoje tem funções diferentes? É folder, eu não havia pensado nisso, deixa eu analisar o assunto e depois a gente volta a conversar a respeito.
Saindo dali, me sentei em frente ao pc e fiquei "matutando" no que havia dito o folder e cheguei a conclusão que ele realmente tinha toda razão, vou dar alguns exemplos :
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O CINEMA - Antigamente o cinema era utilizado para os jovens dar uns "pegas", namorar, tinha uma pequena parte da turma que ia prá ver os filmes, mas a maioria queria dar mesmo uns pegas, hoje ele é usado exclusivamente como sala de cinema mesmo.
Hoje temos facilidades que não se encontravam a algumas décadas atrás, hoje temos motel, hotel, carros, antigamente era o paredão, quebradas, matagal e afins.Não devemos esquecer que hoje temos as tais famílias modernosas aonde os filhos tem a permissão de "transar" em casa a vontade, só não pode passar pelado pelos corredores, o resto pode, o "tamor" já vem com o aval dos pais, acho moderninho demais pro meu gosto, mas...
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SHOW - E o que dizer de show, antigamente você ia assistir a um show e chegava no máximo algumas horas antes do inicio, hoje em qualquer showzinho que se faça por ai, a frente vira acampamento com as suas barraquinhas armadas.

Principalmente nesses shows direcionados para o publico adolescentes, elas e eles, passam semanas na frente da casa de espetáculos, estádios, acampados para ver seu ídolo.
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Uma parcela destes "astros" estão andando e cagando prá eles, andam cercados de guarda-costas,não conseguem nem chegar perto, e tem ainda uma turminha que fica em frente do hotel aonde os "astros" esta acomodados, tomando chuva, passando frio e fome e o figura nem na janela aparece para ver seus fãs, ele fica lá comendo caviar, tem alguns deles que contratam até sósia para dar tchauzinho, o pior, tem adultos que acham "bacaninha", maravilhoso, acha lindinho ver seus filhinhos (as) fazendo isso.
Você gostar do seu ídolo, consumir seus discos, videos, seus produtos, até ai vai, tudo bem, mas se rasgar por ele, se auto-flagelar, se torturar, isso só pode ser algum tipo de carência afetiva ou é babaquice mesmo.
O "cara" vai ao banheiro assim como você, tem bafo, é cheio de defeitos, e alguns com cada defeito, muito piores que os nossos, pobres mortais,  nem o inferno o aceitaria, ai vem uma turma e coloca esses figuras em um altar, menos.
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Eu tinha que ligar pro João prá saber a opinião dele sobre isso, e liguei :

- Fala João, tudo belele? Cara estava aqui escrevendo sobre essa turma que fica acampando em frente as casas de espetáculos, passando dias só para ver seus "astros", imaginando que estão em Woodstock, chegam a passar semanas em suas barraquinhas, dando seus pulinhos e gritinhos :

Lindo...Lindo...eu não vivo sem você!!!
- João, você já gritou e ficou dias acampado e sem dormir por alguém?

Dió, é triste dizer isso mas já fiquei, fiquei gritando e estava sem dormir a noite inteira, foi quando acabou as bebidas, eu não tinha mais nenhuma prá repor, ai fiquei gritando :

Acabou a porra da minha bebida Zé, abre o boteco por favor, abre essa porra ai vai, só quero mais algumas...





segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Coisas da Vida - Brincadeiras de crianças !


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Eu estava vendo algumas coisas que estavam guardadas no baú, e achei um ioiô, você sabe o que é ioiô?
Com certeza você deve ter visto um em algum museu por ai, quando ele me viu, abriu um sorriso e disse :
- E ai Dió, veio matar as saudades, quer brincar um pouco comigo, sendo que respondi :
Você tá enganado, te encontrei aqui por acaso, você já esta ultrapassado, virou peça de museu, a brincadeira da criançada hoje é outra, agora fica por ai, depois a gente se fala, ele me olhou um tanto triste, com lágrimas nos olhos, mas ficou ali resignado.
Depois de fechar a gaveta vim aqui escrever um pouco e o assunto não poderia ser outro senão infância e brinquedos.

As vezes fico pensando as diferenças que temos de uma infância de 35, 40 anos atrás para a atual, um exemplo é o ioiô o que é um barbante enrolado em um carretel de plástico, a brincadeira consiste em enrolar e desenrolar, sobe e desce, que merda né, mas era top na época, tivemos até campeonatos mundiais, quem diria né?
Só para se ter uma ideia de como as coisas estão evoluindo, os primeiros computadores só se começou a ouvir falar na década de 80, hoje temos computadores pessoais e de ultima geração e o que dizer dos games, temos jogos muito desenvolvidos, tanto em áudio como em gráficos, temos também programas para pc de tudo quanto é jeito e para tudo que se possa imaginar, celular com todo tipo de aplicativos, mas a 35, 40 anos atrás, a coisa era bem diferente.


E não fica tirando onda não, que daqui a 30, 40 anos, você vai ser tiozinho e vai se lembrar dos tops de hoje e relatar a coisa como peças de museu  é ou não é?
Voltando ao assunto, os jogos que tive na minha infância comparado com tudo que se vê hoje chegam a ser ridículos, bizarros, veja alguns exemplos:
Jogo de bolinhas de gude – Bolas de vidros, a diversão era tomar distância, jogar a bolinha, e o objetivo é fazer ela rolar para cair dentro de buraquinhos feitos no chão de barro.
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Tinham também competições, cada competidor partindo de um ponto especifico jogar sua bolinha de vidro para acertar a bolinha do outro, se acertasse ganharia a bolinha do competidor e assim juntaria um monte delas, a coisa funcionava mais ou menos assim.
O perigo do jogo era a criança enfiar a bolinha na boca e engolir e ai se por acaso ela passar pela garganta, o trabalho era da mãe, ela teria que ficar peneirando merda para ver se a bolinha havia saído.
Futebol de pregos – O pai do menino pegava uma madeira retangular e isso era o “campo”de futebol, tinha campo de tudo quanto é medida, não havia preocupação com tamanho, era tudo de qualquer jeito, se pintavam o fundo da madeira, se faziam as marcações do meio de campo, laterais, os gols, e pronto já servia.
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Os jogadores eram “pregos” espetados na madeira, mais ou menos nas “posições”, como se fossem os jogadores reais.
Os campos tinham as mesmas quantidades de pregos dos dois lados, 11 pregos, o goleiro era um prego espetado no meio do gol, os meninos "mais ricos" colocam pregos de varias espessuras representando jogadores, os pobres enfiavam qualquer tipo de prego, de qualquer tamanho e até pregos enferrujados, a bolinha do jogo, imagine, uma moeda e o jogo era jogado com o dedo, você com o dedo indicador empurrava a moeda em direção do gol adversário e a quantidade de toques intercalados era combinado entre os dois jogadores, um toque cada, ou dois toques seguidos cada um.
O objetivo era jogar a moeda dentro do gol adversário, e ai conseguindo isso obviamente você fazia o gol, o perigo do jogo era ao chutar “arrebentar” o dedo nos pregos, você que joga os games de ultima geração, imagine como era isso.
Jogo de Pião – Um pedaço de madeira com um prego na ponta, no formato de um funil com um barbante enrolado , veja a ilustração que se vai entender, que “maravilha” era jogar pião.
Para fazer ele girar você enrolava um barbante em volta dele, e tinha um jeito especifico para jogar para fazer com que ele ficasse girando, ganhava quem fizesse ele ficar mais tempo rodando.
Os menino com um pouco mais de grana, tinham piões todo personalizado, com pinturas coloridas, barbantes especiais, os duros tinham piões descascados, lascados e sem cor nenhuma, pura madeira.
Os piões eram jogados dentro de um espaço traçado no chão, tinha também um outro tipo de jogo de pião que os pobres gostavam de jogar, os meninos concorriam entre si, o pião era jogado em um espaço “tipo arena” o menino que vinha depois, jogava seu pião contra o pião do outro e com isso chegava a lascar e até quebrar o outro pião.

Dependendo da força com que o pião era jogado e se a ponta do pião do menino pegasse no pião do outro, com certeza iria no mínimo trincar o pião do adversário, digamos que era um jogo para ver a apontaria do jogador e a resistência dos outro piões.
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Eu disse que os duros gostavam desse jogo porque os piões eram de madeira, coisa barata, os piões dos outros meninos " ricos" eram coloridos, cheios de coisas, os duros "iam a desforra" destruindo esses piões, na realidade a molecada sem grana, treinava muito só para destruir esses piões.
Imagine como era a cabeça da criançada na periferia, eram considerados "ricos", alguns garotos só por terem um brinquedinho melhor, hoje a molecada tem celular, games, lá atrás eram essas porcarias que tínhamos para nossa distração, essa era periferia a 35 / 40 anos atrás.
O perigo do jogo de pião era o pião bater no chão e voltar na sua cabeça, ou canela, poderia também acertar a cabeça do amiguinho, a dor era terrível.
Na periferia a turma era tão “caída”, tão sem grana que as crianças viam as diferenças sociais
através dos brinquedos que possuíam, pode isso, apesar que hoje em dia a coisa não é muito diferente, tem coisas que não mudam.
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E ai, quer trocar seu game de ultima geração, seu tablet, celular, por um joguinho de bolinhas de gude, ou que tal um joguinho de futebol pregos, um piãozinho, bolinhas de gude, pipas, estilingue, etc, que merda né, se a gente for pensar, eram coisas muito "toscas", simples, mas no fundo que era legal, era.
Decidi ligar pro João aquele meu amigo para ter uma segunda opinião sobre o assunto, ele não estava em casa, atendeu o celular muito rápido e disse :

Tudo bem ai Dio, eu tô ocupado aqui empinando pipa, assim que possível eu retorno a ligação.
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Antes de ir quero deixar esta para você pensar :