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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Coisas da Vida - Nos tempos da vovó !


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Estava no quintal pegando uma toalha no varal, quando após um vento forte, o prendedor de roupa disse :

- Viu só Dió, como esta ventando hoje !
É prendedor, reparei, agora deixa eu entrar que esta ventando muito, vou aproveitar e escrever um pouco!
Depois do ocorrido, eu vim até o pc para escrever um pouco,  esta semana eu estava caminhando pelas ruas e ventando muito forte,  ai eu me lembrei de algo que ouvia quando criança :
Diziam os "sábios" da época que quando ventava muito é  porque havia morrido um padre! Você deve estar pensando, de onde essa cara tirou essa porra de ideia? Que coisa mais absurda, quem disse que quando venta forte é porque morreu um padre? Pura crendice popular.

Isso eu ouvia falar quando era criança e nunca mais esqueci, que coisa mais idiota, como o vento poderia ser produzido pela morte de um padre ? 
Eram tantos absurdos que a gente ouvia, era tanta ignorância, tanta falta de informação, que agora a gente ri de tudo isso, mas, o pior é que na época as pessoas levavam isso a sério.
Quando eu era criança os velórios aqui em São Paulo, capital, eram realizados nas casas, isso era algo um tanto desagradável, se alguém da família morria, você encomendava o caixão e os acessórios, o velório era realizado na casa do falecido (a).
A coisa ficava pior após o fim do velório e enterro, ai sim na casa literalmente “ficava um clima de velório”, o cheiro das velas misturado ao cheiro de flores que enfeitavam o caixão deixava a casa durante dias com um clima deprimente, ainda mais juntando a isso a tristeza e abatimento dos familiares pela perda do ente querido.
Ainda bem que criaram os locais de velório, hoje geralmente ficam ao lado de cemitérios, o mais bizarro dessas histórias é que quando havia esses velórios nas casas, não sei porque, não me pergunte, alguém da família cobria todos os espelhos da casa com um lençol, porque será?
Assinale uma das alternativas:

A) Será que a imagem do falecido (a) poderia ser refletida no espelho? (  )
B) Será que ninguém cuidava da beleza em dia de velório? (  )
C) Na casa só morava gente feia e ninguém se olhava no espelho? (  )
D) Eramos tão ignorante a ponto de acreditar nestas merdas ? (  )
E) nda (  )


É interessante analisar esse tipo de comportamento, não sei se eram superstições, costumes, idiotices de família, do povo da época, hoje também tem uma turma de ignorantes ai, que não deixam nada a desejar para a turma daquela época.
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Você já percebeu que as vezes nos deparamos com coisas que, se não fossem contadas e passadas de gerações em gerações, não acreditaríamos que pudessem existir.
 
Uma outra coisa que ouvia muito em dia de chuva, quando se ouvia o estrondo do trovão, sempre alguém dizia :

- Santa Bárbara, me proteja!

Quando você ouve o barulho do trovão é porque o raio já caiu, o mais perigoso em tudo é o raio, acho que para os antigos faltavam um pouco de informação, e no final, quem pagava o pato era a Santa Bárbara.
No meu tempo de criança acreditávamos em cada idiotice que é de deixar qualquer asno vermelho de vergonha, nos fim dos anos 70 e inicio dos anos 80, não se tinha a preocupação com preservação da natureza, ecologia, segurança, com nada, não existia o tal politicamente correto.
Sabe os papagaios, as chamadas pipas em algumas regiões, os caras soltavam com linha cortante e ninguém se preocupava com isso, vez ou outra aparecia alguém cortado, indo para o hospital, mas, a preocupação em se acabar com isso não existia e foda-se quem se cortou.
Ninguém cuidava das águas dos rios, não havia preocupação com a poluição, os esgotos eram despejados in natura nos rios e tudo bem, hoje não esta muito diferente daqueles tempos, a preocupação hoje dessa corja que polui tudo são as multas, mexeu no bolso deles ai a coisa pega.
Soltavam  balões, era incêndio prá tudo quanto é lado, isso acontecia muito nos períodos de festas juninas, copa do mundo, fim de campeonato de futebol, etc, a ideia era, não queimando o que é meu que se foda os dos outros.
Hoje uma grande parte da população esta mais consciente dos perigos, existe mais acessos as informações, mas a muito ainda o que fazer para isso melhorar.
No período de festas juninas, os mais velhos para sacanear as crianças diziam :

- Você pega um espelho e tenta ver nele o reflexo da tocha (fogo) do balão, você fica apontando o espelho para ele que isso atrai o balão e ele vem para as tuas mãos.
Você já imaginou um bando de crianças ouvindo essa merda, resultado, um bando de idiotas com espelho na mão caçando balões e o pior que todos acreditavam que isso era verdade.
Tomar banho após as refeições poderia ocasionar uma indigestão, depois de comer banana não tomar água que pesava no estomago, comer banana antes de dormir poderia dar pesadelos, só nisso a banana coitada “pagou o pato” duas vezes e por ai segue o desfile de baboseiras.
Eu precisa de uma segunda opinião sobre o assunto e decidi ligar pro meu amigão o João  :

Fala João, tudo belele?

- E ai Dió, aqui tudo, e ai, que manda?

Cara, estava escrevendo sobre aquelas coisas que a gente ouvia muito quando era criança, depois que cresce, percebe que tudo não passava de idiotices e mentiras, se lembra de alguma ?

- Claro cara, eu me lembro bem de algumas frases que eu ouvia quando criança  :

- Prima é igual pizza gelada, dizem que faz mal, mas mesmo assim a gente come !

Em briga de saci, qualquer chute é voadora !

- Era uma vez um pintinho que tinha a bunda torta, foi peidar e deu um cavalo de pau !


- A vantagem em usar dentadura é poder escovar os dentes e cantar ao mesmo tempo !

- Se masturbar faz crescer pêlos nas mãos! Olha aqui,  a minha mão não tem pêlos a mais, e eram no minimo duas todo dia, é  tudo conversa mole... 

Valeu João, esquece o que eu te perguntei, eu ainda perco tempo ligando prá ele!


Antes de ir quero deixar esta pra você pensar :