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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Coisas da Vida - Depois que é o problema (natal) !


Eu estava papeando com um papel que serviu para embrulhar presente natal, e ele me dizia da satisfação ou não de alguns ao ganhar seus presentes no natal, ele dizia :

- É Dió, tem gente que dá sorte com presentes de natal, e tem pessoas que não, essas outras se decepcionam com os seus presentes e ficam traumatizadas.

É isso pode acontecer, respondi!

- É Dio, tem gente que não sabe escolher presentes, esse negócio de lenços, gravatas, essas coisas de gosto mais pessoal é que detona quem dá e principalmente quem recebe esses presentes.

Depois dessa rápida conversa com o papel de presente eu decidi escrever um pouco, afinal, esse assunto é bem interessante para se colocar aqui!

Falando em interessante, você gostou do presente que ganhou neste natal, é útil?
Gostou daquele kit com cortador de unhas e lixas de pé? Daquela gravata ridícula com as cores que não combinam com os seus paletós ou camisas? E aquele perfuminho chulé, que não serve nem pra se jogar no banheiro, você gostou? E o enfeite para a sua casa, aquele que a pessoa que te deu, ganhou quando se casou a 50 anos atrás e que já saiu de moda?
Presentes de natal as vezes se transformam em armas psicológicas, é um perigo, pode acabar com uma amizade de anos, pode deixar traumatizado quem recebe.
Você já ganhou algo que odeia e quem nem consegue olhar de raiva? Um presente do tipo, que não tem nada a haver com a sua personalidade, com seu estilo de vida, isso acontece muito.
Falando em acontece, o que dizer destas festas de fim de ano, você sabe que festa de fim de ano é um cacete, tem um bando de mortos de fome, que vem comer na sua casa e ainda sai falando mal.
Fala mal da comida, falam mal das bebidas, principalmente esses filhos da puta que vão na casa dos outros para sair bêbados, para esses "pé inchado", sempre faltam as bebidas, ou estão sempre reclamando da marca da cerveja ou do vinho, nunca é do gosto deles.
E os inconvenientes então, bebem, falam merda o tempo todo, ficam chateando os convidados, ficam cantando as mulheres casadas, tentando cantar as adolescentes, o pior é que tem uns "porcos", que vão a sua casa, cagam no seu banheiro e nem se preocupam com o cheiro ou em puxar a descarga.
E as crianças então? Enquanto os pais ficam tomando todas e comendo até sair pelos olhos, o seu "filhinho" mimadinho destrói a casa toda, quebra seu vaso de estimação, fica judiando dos animais, mexe nas gavetas, sai correndo para lá e para cá e torrando o saco das visitas e se você falar alguma coisa,os "papais"se ofendem.
O pior é a turma do deixa que levo as sobras pra casa, a pessoa come até não aguentar mais e ainda quer levar uns docinhos e salgadinhos.
Eles saem carregados de potes com sobras da festa, a figura ainda sai prometendo que no próximo ano estará de volta, ai fudeu.
É, infelizmente isso faz parte das festas de fim de ano, o fala mal da comida, dos presentes, fofocaiada prá lá e prá cá, gente que enche a cara e sai vomitando pela casa, gente que vai a sua casa, caga na sua privada e não puxa a descarga, uns mijam por todo o banheiro, e os mais filhos da puta, fazem questão de mijar no seu rolo de papel higiênico.
Mas o perigo é o ano novo, a coisa na virada é pior, uns vão tomar todas para comemorar o fim do ano ruim e esperança de um novo melhor, outros o inverso, outros vão beber porque são "pé inchado" mesmo. A
gora vai tomar seu anti-acido, seu comprimidinho para dor de cabeça que em breve tem mais.

Tentei ligar pro João, ele não me atende, a avó dele disse que ele esta dormindo a uns dois dias, resultado da ultima ressaca!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Coisas da vida - Um tapinha dói, um tapinha não dói?

Eu estava aqui sentado na frente do micro pensando a respeito do que eu ia escrever, quando recebo a visita de uma mariposa a circular pela luminária que fica em cima do móvel do pc, ela parou me cumprimentou, até que ela era uma gracinha, com sua botinha amarela e com os cabelos amarrados.
Ofereci uma xícara de café requentado e alguns biscoitos e ela prontamente aceitou, papo vem, papo vai, surgiu o assunto do projeto de lei que foi enviado pelo governo federal ao Congresso no começo domês de julho de2010 e será votado esta semana pelos nobres parlamentares, conhecida como a Lei da palmada.
A mariposa ficou muito contrariada com minhas opiniões a respeito do assunto, mas ela tem as opiniões dela e eu as minhas, em dado momento do assunto ela se irritou, se despediu , bateu asas e voou.
Puta falta de educação da parte dela, mas fazer o que? Só sei que este assunto está gerando polêmicas, virou manchetes de jornais, revistas, rádios, tvs e em tudo quanto é meio de comunicação.
Acho que nosso governo deveria se preocupar com coisas mais importantes para a população e para o país, e não com a forma de educação que damos aos nossos filhos, inclusive temos exemplos de alguns de nossos parlamentares e políticos, que seu comportamento tanto na vida politica como também na vida privada, não servem de exemplo a ninguém é ou não é?
Esses exemplos negativos, de ética, de moralidade afetam muito mais a personalidade, o caráter e a formação de nossos jovens do que algumas palmadas.
Esse texto da lei defende “os direitos das crianças e dos adolescentes de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamentos cruéis ou degradantes”, qual seria o limite desse cruel e degradante?
Eu até concordo com isso, nada de crueldade ou espancamentos, mas será que "um tapinha dói ou um tapinha não dói"? Acho que isso pode até dar uma musica! Deu funk, burgh!!!
Pensando nesse assunto, decidi dar uma chegada até a "goma", do João, o João mora com a sua avó idosa, e a unica coisa que ele faz é "punhetar" a net o dia todo e tomar suas "cévas", quando ele esta sem grana e com a "guéla" seca, o que vem ele traça, sendo álcool ou seus derivados.
Cheguei a casa do João a noitinha, não queria atrapalhar o dia de "trabalho" dele, piada né.
Bati palmas, a avó dele atendeu, pediu para eu esperar e foi chamar o João, que como sempre, ele estava "enfornado" no quarto e na frente de seu computador.
O João chegou, de bermuda, sem camisa, de chinelos, a barriga dele tá tão grande que nem o pinto ele consegue ver mais, e esse foi o nosso dialogo :

- Sabe que é João, hoje eu estava debatendo com uma mariposa o assunto a respeito da lei da palmada, ela ficou tão puta com minha opinião que saiu voando e me deixou na mão, então queria ter uma segunda opinião a respeito do assunto, como você que é um cara que tá sempre antenado com tudo, liguei para saber a sua opinião a respeito desse assunto?

- Cara, parece que o governo não tem porra nenhuma prá fazer, parece que vivemos em um pais de primeiro mundo aonde temos educação, saúde, alimentação, transporte, aonde tudo funciona.
Quando era pequeno levava cada surra, era foda, fazia uma merda atrás da outra e só no cacete eu me acalmava e segurava a onda, e apesar de tudo tô aqui, firme e não tão forte.
Tá certo que não sou nenhum exemplo a ser seguido, mas tem um monte de "filhinhos de papai" que quando crianças, foram tratados em berço esplêndido, tinham do bom e do melhor , nunca foram repreendidos e nunca tiveram limite, vê só quanta merda aprontam por ai, é uma atrás da outra, será que uns tapas poderiam ter resolvido isso? Se não vai pelo respeito, vai pelo medo, mas que vai, vai!
Se agora eles fazem o que fazem por nunca ouvir um não, por serem criados no tal :

- Vai meu nenê que o papai deixa tudo, meu dinheiro compra tudo, desde que não me encha o saco!
.
Se não existir uma forma de se controlar esses jovens o que vai ser dessas novas gerações? Agora chega dessa porra de assunto chato, que o mundo se foda, que os pais sejam responsáveis pelas merdas que seus filhos fizerem, não quero mais pensar nisso, vou usar meu tempo para algo mais útil, sacanagens na net.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Coisas da vida - Dá prá imaginar isso?

Eu estava tomando banho bem no fim de noite, isso depois de ter passado a porra do dia todo com uma puta enxaqueca, herança hereditária de família, para quem não conhece, esse tipo de dor é tão constante e intensa que causa náuseas, qualquer som mais alto, cheiro, luminosidade forte incomoda, a única coisa a fazer tomar alguns comprimido e se isolar em um quarto com pouca luz e silencio e esperar e esperar até a coisa passar, e isso demora horas, só quem tem sabe como é isso.
Eu estava ali no chuveiro me sentindo um pouco melhor, e ai para relaxar um pouco, comecei a pensar em coisas engraçadas, foi ai que me veio a imagens de nossos "artistas" e "personalidades", e ai fiquei imaginando estas figuras no dia a dia se comportando como eles se comportam na frente da câmeras .
Você já imaginou Sergio Mallandro em um velório? Imagine ele perguntando do que o falecido morreu :

- E ai glu glu...heie..heie... do que ele morreu? Se tá desesperado por causa disso? Então mostra, rola no chão, vai glu..glu... vai tetéia... heie..heie...Serginho Malladro nas paradas...
Agora vamos abrir a porta dos desesperados, qual o caixão que você escolhe, o numero um, o dois ou o três, vai heie...heie...agora abre, mas antes quero ver você mais desesperado, mais ainda, agora berra, grita, chora e rola no chão.
Já imaginou o Galvão Bueno narrando o casamento de Rubens Barrichello do Brasil :

- É isso amigos presentes na igreja, é Rubinho surgindo nas escadarias, ele vem rápido, vem muito bem em primeiro lugar, vem Rubinho, impecável na escolha das roupas, todos se levantam para observar a sua chegada, ele vem, vem Rubinho.
A galera tem espera de braços abertos para mais uma bandeirada em sua vida, e surge Rubinho, vai entrando, vai que é sua RRRRRRRubinho, essa você não perde mais, ai vem ele, Rubens Barrichello do Brasil, vai, a galera esta te aplaudindo de pé...vemmmm...vemmmm...vemmmm Rubinho, ele esta chegando... rodou Rubinho Barrichello,Rubinho rodou a poucos metros da chegada!!!

Eu fico imaginando Edson Arantes do Nascimento o Pelé e uma inauguração de um asilo para idosos :
Primeiramente, eu queria dizer da satisfação de estar aqui inaugurando esta casa para idosos, entende, ela vai ser de grande utilidade publica, porque apesar de eu falar muitas das minhas criancinhas do Brasil, entende, sei que um dia, essas criancinhas serão os velhos do futuro.
Snifsss...snifsss...me vem as lágrimas nos olhos, entende, só de pensar que as criancinhas do Brasil um dia ficarão velhas, acho que as crianças nunca deveriam envelhecer eu gosto muito de crianças, inclusive de produzi-las, entende.

Fiquei um bom tempo ali, imaginando essas e outras figuras nessas situações, ai decidi ligar pro João, pra saber a opinião dele sobre o assunto :

- Grande João, tudo belele? Cara, eu estava aqui pensando em merdas e fiquei imaginando algumas celebridades se comportando em casa como se comportam na frente das câmeras, imagine Galvão Bueno narrando o casamento do Rubinho Barrichello, o Pelé na inauguração de um asilo, coisas idiotas desse tipo, você já imaginou coisas assim?

Dió, eu estou sempre imaginando coisas, por exemplo, fico imaginando políticos que realmente se preocupam com seus eleitores e com a melhora do nação e menos com seus próprios bolsos, que ofereçam uma melhor educação e saúde para a população, fico imaginando um dia quando a leis realmente funcionem e que punam bêbados assassinos, ladrões de colarinho branco e políticos corruptos, eu fico imaginando...
- O João, ai você tá forçando demais, você pensa que esta morando aonde, na Suíça? Isso aqui é Brasil!

sábado, 22 de outubro de 2011

Coisas da vida - Filhinhos de papai!

Estava aqui "trocando uma idéia" com a minha coceira no saco e "monologavamos" a respeito dos filhinhos de papai que andam circulando por ai, a coceira foi um tanto evasiva em suas resposta e deixou muitas perguntas minhas sem respostas.
Estava dizendo a ela das desgraças ocasionadas por esses jovens sem limites, estupros, brigas, atropelamentos, mortes e por ai segue o desfile de desmandos ocasionados por eles.
Esses "papais" geralmente só estão preocupados em enriquecer, a família e o resto fica para depois.
Esses "papais" estão sempre deixando a desejar em casa, deixando a desejar no relacionamento familiar e na educação de seus "filhinhos"lindinhos e fofinhos e também no relacionamento com amigos e funcionários de suas empresas.
Na função de pai, desde que seus "filhinhos" o deixem em paz para enriquecer, tudo pode meu "nenem", e o resultado não poderia ser outro.
Tem uns "filhinhos de papai", mais filhinhos que outros, por outro lado temos o outro extremo aonde temos os "filhinhos sem papai", largados, abandonados de carinho e atenção e que ficam a margem da sociedade e que também cometem todo tipo de desmandos.
As desculpas são as mesmas do outro "papai riquinho", não tem tempo, trabalha muito para enriquecer cada vez mais, são os extremos com as mesmas desculpas, enfim, colocam filhos no mundo e largam para a sociedade cuidar.
O filhinhos lindo do papaizinho burguês que acha que tudo pode e o miserável que por achar que não pode nada, parte para a criminalidade achando que esse é o único caminho, e a pergunta fica no ar, até quando teremos uma sociedade de extremos?
É preciso e necessário equilibrar essa balança, pais, vocês tem que se preocupar mais com seus "filhinhos", a idade vai chegar e você vai cair nas mãos desses filhos sem limites e a vitima vai passar a ser você!
Preocupado com este assunto e na dúvida, a unica saída é ligar para o João, o telefone toca, toca e toca e depois de muito tocar ele atende:

- Alô, quem é ?

- Sou eu João o Diógenes!

- Quem?

- Porra João, sou eu o Diógenes!

-Há, o que foi dessa vez? Tô cagando!
-Estava aqui monologando com a coceira no saco, e queria saber a sua opinião a respeito dessa desigualdade na sociedade, esses problemas causados pelos filhinhos de "papai" os riquinhos e os pobres que são os filhinhos sem "papai", o que você acha disso?

- Cara, relaxa, você não vai solucionar os problemas do mundo, que se foda o mundo e todos os filhinhos das "putas", os que são largados e que não tem atenção dos pais que estão preocupados com seu rico dinheirinho, ou os que são abandonados a própria sorte, o que poderíamos fazer para mudar isso, se quem deve fazer algo nem liga?
Só podemos lamentar e lamentar, não podemos ser as babás de nossa sociedade hipócrita, quando matam os pobres os favelados e os negros, a sociedade esta cagando e andando para isso, que eles se fodam, mas, quando isso acontece com gente importante, aonde tem televisão, divulgação, "dinheiro", ai sim eles dão atenção.
Quem sabe eles vendo que não é só filho de pobre, favelado e negros que morrem, eles decidam mudar alguma coisa!
Agora me liga depois que "tô" aqui dando uma cagada federal, tipo bosta chiclete, aquela que gruda e não larga, aquelas que fedem vômito de bêbado, manja? O pior é que acabou o papel e tenho que limpar a bunda com papel de pão, aqueles do tipo espelhado, a coisa tá feia, a minha unica preocupação agora é como vou fazer para limpar a bunda.
"Sê" precisa ver, tô com o rabo assado de tanto esfregar essa porra de papel, o papel já arrancou um monte de pelos do meu rego, agora quebra essa, o papel rasgou e eu tô com as unhas cheias de merda, a gente se fala depois !

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Coisas da vida- Viu o Alfredão por ai?

Aquele dia era um dia igual a tantos outros, um detalhe me chamava a atenção, eu estava um pouco saudoso, as vezes a gente se encontra assim, afinal, não tem como se apagar a memória e descartar as lembranças.
Eu estava vendo coisas antigas, quando encontrei um convite, era da casa noturna em que eu trabalhei no período entre o fim da década de 70 e meados da década de 80.
Naquela época eu tinha um amigo inseparável, o Alfredão, esse foi um amigo que fiz ainda quando cursava a "oitava serie", ele estudava em outra sala e fizemos amizade através de amigos em comum.
O Alfredão era mais velho uns 4 anos, gente boa, bom amigo, ele era gordo, devia pesar uns 90 kg, tinha mais ou menos l:80 de altura, cabelos castanho escuro e tinha uma cara engraçada.
Era um bom camarada, foi através dele que comecei nos meados da década de 70 a trabalhar na área de eventos, em uma casa noturna aqui em São Paulo, capital.
No alto dos meus 16 anos, levei um “corno”, e que corno, de uma menina que eu "ficava", nessa época eu já frequentava uma outra famosa casa noturna aqui da capital, a Toco, foi lá que "tomei na cabeça", em relação a eu frequentar essas casas noturnas, nos fim dos anos 70 a coisa não tinha muito controle, e na cara de pau eu entrava.
O alfredão sempre dizia, vem visitar a casa noturna aonde eu trabalho, e eu sempre dizia que um dia quem sabe eu iria, mas, depois desse corno decidi mudar meu caminho, e em um fim de semana para não encontrar a tal que me sacaneou, fui conhecer a casa noturna.
Logo de cara gostei, casa lotada no mínimo uns 800 participantes por noite, comecei a frequentar direto, nunca um corno foi tão bem vindo, se não fosse aquele chifre, eu não teria ido lá, aié que se entende esses ditados populares :
Tem males que vem pra bem!
De cara fiz amizade com um dos sócios da casa e fui convidado para fazer a iluminação, esse sócio fazia o som eu a iluminação e o Alfredão cuidava da bilheteria, ai foi o começo de um passatempo que durou mais de 12 anos.

Eu já ganhava uma grana trabalhando, também estudava, e aos fins de semana ganhava mais uma grana da casa noturna, aquilo ali para mim era diversão, comecei a conhecer um monte de gente legal, festas, foi a união do útil ao agradável.
O Alfredão era uma figura bizarra, além da casa noturna, ele também trabalhava em uma gráfica na Vila Aricanduva, Zona Leste de São, bairro aonde morei por muitos anos, ele fazia cartazes de anuncio de festas, bailes, casas noturnas.
Essa gráfica, foi uma das primeiras gráficas em São Paulo a fazer esse tipo de cartaz, vinha gente de todo canto de São Paulo, capital e interior, só para encomendar cartazes ali.
Era bem interessante, hoje o sistema de gráfico é todo digital, naquela época era todo manual, e dava um trabalhão.
Como eu não trabalhava aos sábados e a gráfica funcionava, eu passava aos sábados para papear com a turma que freqüentava a gráfica , ali se encontrava centenas de proprietários de casas noturnas, djs, artistas em geral de toda a cidade, ali eles faziam até cartazes de lutas “livres” que existiam na época.
Próximo aonde era a gráfica, existia uma padaria, ali tomávamos refrigerantes e cafés, se por um acaso você convidasse o Alfredão para um café, ele desligava tudo, encostava a porta da gráfica ia até a padaria, mas antes, ele ia até a pia, jogava uma água no embaixo do braço, passava o primeiro papel que ele encontrasse para secar o"subaco", credo, colocava a camisa e pronto, ele fazia isso sempre que tinha que sair ou fazer algo fora.
O problema do Alfredão era mal gosto em relação a escolha da mulherada, era cada baranga, do tipo que você só pode sair escondido e não deixar ninguém ver, as vezes ele arrumava alguma coisa mais ou menos, mas geralmente era fim de festa, e o que vinha ele traçava, a cabeça dele que pensava era a de baixo.
Carros então, cada mês ele aparecia com um, já teve fuscão preto, fusca verde, o cara teve um SP2 um carro dos anos 80 com linha arrojadas e diferente, imagine isso nos anos 80, era top, teve passat, corcel com a bola do cambio com uma luz vermelha dentro, isso é cult.
Era uma merda pior que a outra, como eu era menor e não podia ainda dirigir, para ir nas baladas, ele participava com o carro e eu com a gasolina e ajeitava umas garotas.
Qualquer evento ele vinha e falava :

Cara, tem um lugar maluco pra ir! Tá esperando o que? "Vambora"! Não tinha hora nem tempo ruim!

A gente rodava São Paulo inteira, ia em tudo quanto era casa noturna, como ele produzia cartazes, ele conhecia tudo quanto é dono de casa noturna, não faltavam convites, geralmente as bebidas vinham também na faixa.
Saiamos do salão e íamos para tudo quando é lado, você queria se esconder de mim ficava na minha casa, fins de semana era direto fora, eu só chegava pelas manhãs.
No fim de semana a turma chegando para comprar pão e leite na padaria, eu tomando um lanche ou café, isso antes de eu ir para casa, é que eu ficava tão esgotado que era só chegar em casa e cair na cama, bons tempos, mas chegou uma época que essa correria começou a cansar.
Nos anos 80, a coisa começou a mudar, o Alfredão pinto de ouro, engravidou uma menina, assumiu a coisa, começou a namorar e foi se desligando de tudo, após isso eu comecei também a namorar sério com a minha amada, com quem eu vivo até hoje, quer dizer, ela me atura até hoje.
Ainda por um bom tempo fiquei na casa noturna a convite do diretor, mas, senti que as coisas mudaram e não era mais as mesmas, um amigo aqui, outro ali ia se desligando, até que eu também parei, e o ciclo se findou .
O Alfredão do dia para a noite desapareceu , perdemos o contato , vi ele mais umas duas ou três vezes, mas tudo havia se transformado, fiquei sabendo através de amigos, que ele foi pai de mais uns 2 ou três filhos, alguns anos depois eu me casei também, mudei de bairro, perdi os contatos e nunca mais soube do Alfredão, nem sei se ele esta vivo ou o que anda fazendo, foram bons tempos aqueles.
Já se passou mais de 25 anos, as vezes me vem na memória figuras, amigos, locais, sons, cheiros, é, o tempo passa rápido demais, o negócio agora é tocar em frente que a vida segue...